Lar doce lar


Sentada no sofá de casa assistindo a um programa no youtube. A bandeira do Brasil está ao meu lado. Estamos em clima de copa e amanhã tem jogo. O sofá é grande, confortável e espaçoso. Comprado há 250km de distância quando morávamos no interior. Na época, a casa era alugada, mas já deslumbrávamos o nosso cantinho, que já estava comprado e aguardava uma grande reforma. 

A nossa casa era antiga, uma cozinha de azulejos azuis celestes que também abrigava a porta do único banheiro, A alvenaria já era grande, mas não era a nossa cara. Aos poucos, com tempo e muita paciência o lugar foi tomando forma. 

"Ora, a esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos."
(Romanos 8:24-25) 

Imagem ilustrativa



Enquanto assisto, as cachorras estão no banheiro. É inverno. Faz frio. Talvez a frente mais forte do ano. Estamos em casa, abrigados. Infelizmente, há pessoas na rua, no sereno. O marido já viajou muito a trabalho, passou bastante perrengue no campo. Ele estar em casa me acalma, vê-lo abrigado nesses 15ºC me tranquiliza.

Na mesa da cozinha, uma sopa com cenoura, batata doce, ovo, carne, macarrão. Não sei fazer sopa. É habilidade da sogra que mora perto. A pouca distância facilita o convívio e o cuidado mútuo. Depois de anos longe da rede de apoio, finalmente estamos de volta.

Pela nossa experiência em três cidades, sabemos que há lugares muito melhores de se morar em relação a infraestrutura, saúde, educação, trânsito, cultura. Mas nada supera a presença da família, ao menos pra nós. Voltar faz cada vez mais sentido. 

Lar doce lar. 


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